Este espaço estará em pausa de Verão até meados de Agosto. Entretanto, deixo aqui uma recolha das melhores frases da história da TV... americana, pois claro, mas decerto encontrarão algumas pérolas familiares!
Bom Verão!
The 99 Greatest TV Catchphrases of All Time
23 de julho de 2010
16 de julho de 2010
Castle
À primeira vista, Castle parece ser "mais uma" série policial. A premissa nem sequer é muito original: um escritor de romances policiais, Nick Castle, é chamado a ajudar a polícia de Nova Iorque após uma série de homicídios copiados dos seus livros. Após o sucesso do primeiro caso, e devido à sua influência junto do "Mayor", Castle passa a acompanhar a relutante detective Kate Beckett na resolução de homicídios fora do comum, à procura de "inspiração" para o seu próximo policial. E é isto. Semana após semana.
De facto, não parece nada de especial. No entanto, Castle é uma série divertida, sexy, e inteligente. Isto deve-se em grande parte à interpretação de Nathan Fillion, que já vimos em séries como Firefly e Donas de Casa Desesperadas, no papel principal. A personagem poderia ser desagradável: é rico, famoso, bem sucedido, blasé, charmoso, e sabe disso. Ao interpretar Nick Castle com grandes doses de humor e inteligência, Fillion consegue criar empatia com o espectador, sendo igualmente eficaz nas cenas de acção. Também a interacção com as outras mulheres da sua vida, a mãe Martha (Susan Sullivan) e a filha Alexis (Molly Quinn) traz mais humanidade à personagem.
Obviamente, como sempre acontece entre protagonistas do sexo oposto, vai haver um clima de tensão sexual entre Nick e a bonita e inteligente detective Beckett (Stana Katic). O twist aqui é que Beckett se opõe à integração de Castle na equipa, ao mesmo tempo que, secretamente, é fã incondicional dos seus livros. E Castle acaba por basear a sua nova personagem ficcional em Beckett, criando a detective Nikki Heat, nome que irá dar azo a imensas piadas com jogos de palavras. As situações em que se vêem envolvidos serão resolvidas em conjunto, com a imaginação de Castle a completar a técnica policial de Beckett. Os diálogos rápidos e com muita piada e a química inegável entre os dois são outro ponto forte da série.
Tudo isto torna Castle um programa verdadeiramente "pipoqueiro" que ainda assim desafia o espectador com os casos de homicídio invulgares que a equipa vai resolvendo.
Em exibição:
AXN (repetição da temporada 2). A partir de Quinta-feira, 22 Julho, 21:30.
9 de julho de 2010
Steve Carell e Stephen Colbert: o reencontro
| The Colbert Report | Mon - Thurs 11:30pm / 10:30c | |||
| Steve Carell | ||||
| www.colbertnation.com | ||||
| ||||
Dois "ex-alunos" do The Daily Show de Jon Stewart, autêntica incubadora de talento de comediantes inteligentes... Mais à frente farei um post dedicado ao programa.
The Daily Show with Jon Stewart, Sic Radical, de 2ª a 6ª, cerca das 22:30 (com repetições durante o dia e ao fim de semana).
5 de julho de 2010
Extras
O canal FX está a repetir a série Extras. Apesar de já ter visto todos os episódios, sempre que "apanho" uma repetição, lá tenho de ver até ao fim...
O humor é tipicamente britânico, provocado sobretudo pelas situações embaraçosas em que Andy se envolve, muitas vezes pioradas pela ingenuidade (para não dizer burrice) de Maggie ou Darren.
Ricky Gervais consegue ter em cada episódio de Extras uma ou mais celebridades convidadas, que se representam a si próprias como estrelas dos filmes em que Andy e Maggie figuram. Entre os convidados contam-se nomes como Ben Stiller, Kate Winslet, Patrick Stewart, Samuel L. Jackson, Vinnie Jones, Chris Martin, Daniel Radcliffe, David Bowie, Diana Rigg, Orlando Bloom, Stephen Fry, e muitos outros.
Andy tenta inúmeras vezes fazer amizade com elas, e influenciá-las a ajudar a sua carreira, quase sempre sem sucesso, e originando as tais situações embaraçosas... Aqui reside para mim a grande inovação do programa. Estas celebridades representam versões de si próprias que não abonam nada em seu favor... Temos um Patrick Stewart tarado sexual, uma Kate Winslet a dar lições a Maggie sobre sexo por telefone, um Ben Stiller arrogante e com a mania que é artista... Pensamos sempre: como é que Gervais conseguiu tê-los ali?
No entanto, ao fim da primeira temporada alguns destes contactos acabam por dar frutos: a segunda série já vê Andy como estrela da sua própria sitcom na BBC. No entanto, o programa foi manipulado de forma a ser popularucho e Andy obrigado a usar comédia de baixo nível, o que traz um sucesso muito duvidoso...
Ao contrário de outros programas de comédia, que se prolongam até à exaustão ou então terminam sem um desfecho adequado, em Extras temos um episódio especial de Natal que serve como epílogo da série. Não vou revelar pormenores, a não ser que há mais convidados em situações embaraçosas e um Fim satisfatório e que faz justiça à qualidade da sitcom.
Genial.
Canal FX, diariamente, às 18:55.
Disponível em DVD na Amazon inglesa
1 de julho de 2010
Criminal Minds / Mentes Criminosas
Uma série que começou a ser exibida em 2005, seguindo a onda de CSI e Law & Order. Aqui, o foco é a faceta psicológica do crime, por oposição ao lado técnico das provas físicas abordado nos CSIs.
Thomas Gibson, por cá mais conhecido como o marido sério e conservador de Dharma & Greg, lidera a Unidade de Análise de Comportamento, uma unidade especial do FBI que analisa o comportamento do criminoso para determinar o móbil do crime. A série começou por ter Mandy Patinkin no papel principal de Jason Gideon. Actor veterano de filmes, TV e Broadway, Patinkin trouxe para o programa um tom de seriedade, dignidade e alguma tristeza. Quando abandonou a série no fim da 3ª temporada, foi competentemente substituído por Joe Mantegna.
O resto do elenco segue os clichés do género: o génio meio louco Dr. Spencer Reid interpretado por Matthew Gray Gubler, os operacionais bonitões Derek Morgan (Shemar Moore), Emily Prentiss (Paget Brewster) e Jennifer "JJ" Jareau (A.J. Cook) e, como não pode faltar neste género, a excêntrica perita em computadores Penelope Garcia (Kirsten Vangsness). Actores competentes, suficientemente agradáveis à vista para manter o interesse, mas não tão exageradamente sexy que retirem a credibilidade nos diálogos cheios de jargão psicológico.
O que mais distingue esta série dos outros títulos criminais é a análise psicológica e o ambiente pesado, duro e por vezes cínico. Aqui, o crime é desvendado de dentro para fora, ao contrário por exemplo de CSI, onde se parte das provas para o criminoso. Talvez por isso, a identidade do assassino não seja o mais importante: muitas vezes sabemos quem é relativamente cedo em cada episódio. O importante aqui é a mente do criminoso, um local estranho e perigoso, para dentro do qual o espectador é arrastado, muitas vezes pelos próprios olhos do assassino. Apesar de ter muitos momentos de diálogo de exposição, devido à natureza dos procedimentos, as cenas de acção bem realizadas repõem o equilíbrio de cada episódio.
Ao contrário do que quase sempre acontece neste tipo de programa, aqui há pouco espaço para dramas pessoais, romances entre colegas ou sessões de bebida no bar irlandês mais próximo quando apanham o mauzão: dá a sensação de que as trevas em que trabalham estes agentes derrama para as suas vidas.
Uma série inteligente e que desafia o espectador, mesmo que por vezes fique um peso no estômago, ao vermos até onde pode ir a natureza (des)humana destes criminosos.
Em exibição:
AXN (temporada 5). Episódio final da série, segunda, 5 Julho, 21:30.
SIC, segunda a quinta, cerca da 1:00 da manhã.
Inauguração
Quero falar de TV. Séries, filmes, traduções, canais novos... participem!
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