1 de julho de 2010
Criminal Minds / Mentes Criminosas
Uma série que começou a ser exibida em 2005, seguindo a onda de CSI e Law & Order. Aqui, o foco é a faceta psicológica do crime, por oposição ao lado técnico das provas físicas abordado nos CSIs.
Thomas Gibson, por cá mais conhecido como o marido sério e conservador de Dharma & Greg, lidera a Unidade de Análise de Comportamento, uma unidade especial do FBI que analisa o comportamento do criminoso para determinar o móbil do crime. A série começou por ter Mandy Patinkin no papel principal de Jason Gideon. Actor veterano de filmes, TV e Broadway, Patinkin trouxe para o programa um tom de seriedade, dignidade e alguma tristeza. Quando abandonou a série no fim da 3ª temporada, foi competentemente substituído por Joe Mantegna.
O resto do elenco segue os clichés do género: o génio meio louco Dr. Spencer Reid interpretado por Matthew Gray Gubler, os operacionais bonitões Derek Morgan (Shemar Moore), Emily Prentiss (Paget Brewster) e Jennifer "JJ" Jareau (A.J. Cook) e, como não pode faltar neste género, a excêntrica perita em computadores Penelope Garcia (Kirsten Vangsness). Actores competentes, suficientemente agradáveis à vista para manter o interesse, mas não tão exageradamente sexy que retirem a credibilidade nos diálogos cheios de jargão psicológico.
O que mais distingue esta série dos outros títulos criminais é a análise psicológica e o ambiente pesado, duro e por vezes cínico. Aqui, o crime é desvendado de dentro para fora, ao contrário por exemplo de CSI, onde se parte das provas para o criminoso. Talvez por isso, a identidade do assassino não seja o mais importante: muitas vezes sabemos quem é relativamente cedo em cada episódio. O importante aqui é a mente do criminoso, um local estranho e perigoso, para dentro do qual o espectador é arrastado, muitas vezes pelos próprios olhos do assassino. Apesar de ter muitos momentos de diálogo de exposição, devido à natureza dos procedimentos, as cenas de acção bem realizadas repõem o equilíbrio de cada episódio.
Ao contrário do que quase sempre acontece neste tipo de programa, aqui há pouco espaço para dramas pessoais, romances entre colegas ou sessões de bebida no bar irlandês mais próximo quando apanham o mauzão: dá a sensação de que as trevas em que trabalham estes agentes derrama para as suas vidas.
Uma série inteligente e que desafia o espectador, mesmo que por vezes fique um peso no estômago, ao vermos até onde pode ir a natureza (des)humana destes criminosos.
Em exibição:
AXN (temporada 5). Episódio final da série, segunda, 5 Julho, 21:30.
SIC, segunda a quinta, cerca da 1:00 da manhã.
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